Destaques dos principais jornais do Brasil

18 de junho de 2018

O Globo

 

Manchete: Sem reforma e com gasto em alta, cresce risco de paralisia

Concessões após greve agravam problema do governo

Para especialistas, ainda há folga neste ano, mas a preocupação é com 2019

O aumento das despesas obrigatórias no orçamento, como salários e aposentadorias, e o teto de gastos podem deixar o governo mais próximo de um cenário de paralisia dos serviços públicos no ano que vem, afirmam especialistas. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) fez um alerta sobre esse risco e a necessidade de realização de reformas, como a da Previdência, que permitam um controle maior sobre despesas. Sem as mudanças, restará ao governo recorrer a medidas que dependem do Congresso para ter um respiro nas contas, que ficaram ainda mais apertadas neste ano, em razão das concessões feitas para acabar com a greve dos caminhoneiros. (PÁGINA 15)

Direitista vence eleições presidenciais na Colômbia

Aos 41 anos, Iván Duque, considerado herdeiro político do ex-presidente Álvaro Uribe, pode modificar acordo de paz com as Farc. (PÁGINA 17)

PF investiga fraude também em repasses a sindicatos

Depois das investigações sobre fraudes em registros de sindicatos, PF apura irregularidades também em repasses de recursos. (PÁGINA 3)

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O Estado de S. Paulo

 

Manchete: Tabelar frete é ilegal e estimula formação de cartel, diz Cade

Em parecer ao STF, conselho alerta que medida afronta a livre concorrência

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) enviará hoje ao Supremo Tribunal Federal parecer em que afirma que o tabelamento do frete rodoviário, feito pelo governo federal após acordo com caminhoneiros, cria uma espécie de cartel, tem graves efeitos ao consumidor, prejudica o mercado e representa afronta à livre concorrência, informa Lorenna Rodrigues. Uma das críticas é que a Medida Provisória 832 estabelece fixação de preços com participação de cooperativas e sindicatos de transporte de cargas, que concorrem entre si. A manifestação do Cade foi feita a pedido do ministro Luiz Fux, relator de ações que questionam a constitucionalidade da medida. Sua decisão deve ter forte impacto. Caminhoneiros dizem que, sem o tabelamento, podem voltar a fazer greve. (ECONOMIA / PÁG. B1)

70% dos senadores da Lava Jato vão tentar reeleição

A eleição para o Senado neste ano terá número recorde de candidatos em busca da reeleição. Dos 54 parlamentares eleitos em 2010, ao menos 35 – ou 65% – vão tentar renovar seus mandatos por mais oito anos. É o que também ocorre com 17 dos 24 senadores atingidos pela Lava Jato. Entre eles estão campeões de inquéritos abertos pelo STF com base na delação da Odebrecht, como o líder do governo, Romero Jucá (MDB), e o ex-presidente do PSDB Aécio Neves. (POLÍTICA / PÁG. A4)

‘Há material para mais 5 anos de operações’

Agora trabalhando em um escritório de advogados, delegado aposentado diz que pretende continuar a combater a corrupção e afirma que o material apreendido pela Polícia Federal sob seu comando é suficiente para mais “quatro ou cinco anos” de grandes operações. “Esse negócio não vai parar.” (POLÍTICA / PÁG. A8)

Colômbia elege conservador Iván Duque

O senador Iván Duque obteve 54% dos votos e venceu o esquerdista Gustavo Preto na eleição para presidente da Colômbia. Ligado a Álvaro Uribe, ele será o mandatário mais jovem da história recente do país, com 41 anos. (INTERNACIONAL / PÁG. A9)

Bolsonaro quer ‘pacotão’ econômico (POLÍTICA / PÁG. A6)

 

Notas & Informações

Corrupção como medida de tudo

Sempre que brasileiros foram às urnas para eleger não um presidente, e sim um campeão contra corrupção, resultado foi desastroso. (PÁG. A3)

Duro golpe contra o PCC

Já passa da hora de acabar com o poder econômico e bélico da principal facção do Brasil. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Direitista Ivan Duque vence segundo turno na Colômbia

Presidente eleito teve 5 4 % dos votos em disputa com baixo comparecimento

O direitista Iván Duque, 41, venceu ontem o segundo turno da eleição na Colômbia e assumirá a Presidência em 7 de agosto. Ele obteve 54% dos votos contra 42% de Gustavo Petro, 58, esquerdista, ex-prefeito de Bogotá e ex-guerrilheiro. Afilhado político do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-10), Duque não tem uma longa ficha de experiências como político para apresentar, informa a enviada Sylvia Colombo. E este foi um dos trunfos que usou em sua campanha vitoriosa. O novo presidente colombiano tem visão liberal na economia e conservadora nos costumes. É contra o aborto, mas já declarou que não haverá retrocessos no campo dos direitos civis. Também disse que seu gabinete terá 50% de mulheres. O comparecimento de eleitores foi baixo. Muitos afirmaram que os dois candidatos representavam plataformas extremadas. (Mundo A12)

Brasil dá benefício fiscal até para salmão e filé mignon

Os benefícios fiscais no Brasil custam aos cofres públicos aproximadamente 4% do PIB (Produto Interno Bruto), o dobro da média mundial, de 2%, de acordo como secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Ele critica o excesso de isenções e a falta de critérios para a concessão, que abarca itens como filé mignon. “Esse movimento de desoneração nos tributos diretos acaba beneficiando a maior renda.” (A16)

Estudiosos pedem mais rigor após 10 anos de Lei Seca

Dados das autoridades de trânsito de São Paulo e do Rio indicam que, nos últimos anos, parte dos motoristas mudou de comportamento após endurecimento da legislação e ficou mais difícil flagrar embriagados. Especialistas pedem novas estratégias de blitze. (Cotidiano BI)

Investimento estrangeiro cai 30% em 4 meses

O Brasil já sofre efeitos da reforma tributária nos EUA e da crise política. Houve queda de 30% em aquisições e empréstimos nos primeiros quatro meses do ano sobre igual período de 2017. Em abril, o total de investimentos, de US$ 2,6 bi, foi o menor desde 2006. (Folhainvest p.5)

Eleitor de Alckmin acha que ele não será candidato (Ilustrada C2)

 

Editoriais

No purgatório

Sobre acordos com empresas no âmbito da Lava Jato.

Contratos populistas

Acerca de retrocessos e avanços da agenda liberal. (Opinião A2)

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