Destaques dos principais jornais do Brasil

22 de maio de 2018

O Globo

 

Manchete: Brasil e mais 15 países repudiam vitória de Maduro

Pleito foi realizado sob suspeita de irregularidades e coerção de eleitores

EUA ampliam sanções ao país. Governo brasileiro vê impactos negativos para toda a região

A reeleição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, obtida sob suspeita de irregularidades e de coerção do eleitorado, provocou forte reação internacional. Dezesseis países não reconhecem a vitória do chavista. Reunidos em Buenos Aires, seis chanceleres do G-20 publicaram declaração em que não reconhecem o resultado e consideram adotar medidas contra o país. Os EUA ampliaram as sanções, restringindo ainda mais as relações entre os dois países. O governo brasileiro criticou as condições em que ocorreu a eleição e afirmou que o resultado aprofunda a crise no país, com impactos negativos em toda a região. (PÁGINAS 22 e 23)

Governo tenta conter alta da gasolina

Caminhoneiros bloquearam estradas em 20 estados; combustível teve 12º reajuste somente este mês

Preocupado com os aumentos dos preços de combustíveis, o presidente Michel Temer se reuniu com a equipe econômica e com ministros da área política para estudar medidas que evitem reajustes constantes. Somente este mês, a Petrobras aumentou em 12 ocasiões a gasolina e em dez o diesel. O preço do petróleo no mercado internacional está em alta. Uma das alternativas é a redução da carga tributária sobre os combustíveis, como nas alíquotas do PIS/Cofins e da Cide, mas a medida enfrenta resistência do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia. Convocado pelo Planalto, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, se reúne hoje com Guardia e com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco. Caminhoneiros bloquearam estradas em 20 estados contra o aumento do preço do diesel. (PÁGINA 17)

Míriam Leitão

Risco é repetir os erros do passado

Controlar o preço da gasolina já deu errado muitas vezes no passado. Nos governos do PT, causou prejuízo de US$ 40 bi à Petrobras. (PÁGINA 18)

Míriam Leitão

Risco é repetir os erros do passado

Controlar o preço da gasolina já deu errado muitas vezes no passado. Nos governos do PT, causou prejuízo de US$ 40 bi à Petrobras. (PÁGINA 18)

Temer pressionado a desistir de eleição

Temerosos do contágio que a candidatura pode causar às campanhas do MDB, correligionários do presidente Michel Temer aumentam a pressão para que ele anuncie sua retirada da corrida eleitoral. A ideia é trabalhar a pré-candidatura à Presidência do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles. (PÁGINA 3)

UFRJ negocia mais policiamento

Após o sequestro-relâmpago de um casal de professores, o sexto caso este ano no campus da Ilha do Governador, a UFRJ negocia reforço no policiamento e anuncia a instalação de câmeras em pontos-chave. (PÁGINA 6)

Chefe da Casa Civil dá ultimato

Paulo Messina ameaça se demitir pelo Facebook amanhã caso o secretário de Educação, Cesar Benjamin, com quem duela nas redes sociais, e o prefeito Crivella não confirmem versão sobre discórdia. (PÁGINA 11)

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O Estado de S. Paulo

 

Manchete: Brasil e vizinhos rejeitam Maduro; EUA adotam sanção

Medidas são protesto contra a reeleição, no domingo, do presidente venezuelano

A reeleição de Nicolás Maduro provocou forte reação pelo mundo. Os EUA anunciaram o bloqueio de ativos venezuelanos no país, incluindo as propriedades da petrolífera estatal PDVSA. A eleição foi considerada fraudulenta pelo candidato opositor Henri Falcón e pela maior parte da comunidade internacional. O Grupo de Lima – formado por 14 países, entre eles o Brasil – não reconheceu a votação e chamou seus embaixadores para consulta. Foram anunciadas medidas na área financeira que deverão bloquear o comércio e investigar suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. O Grupo de Lima pedirá à Organização dos Estados Americanos (OEA) a suspensão da Venezuela por descumprimento da cláusula democrática. Os governos de Rússia e China criticaram a “interferência externa” no país. (INTERNACIONAL / PÁG. A10)

Eliane Cantanhêde

Injustas e ilegítimas. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Odebrecht acerta com bancos acordo de R$ 2,6 bi

Bancos e Odebrecht acertaram ontem à noite um acordo para a liberação de R$ 2,6 bilhões ao grupo. O novo empréstimo deve ser concedido em partes iguais por Bradesco e Itaú, com garantias de ações da Braskem. Parte do dinheiro será usada para pagamento de dívida e como capital de giro da empreiteira. O acordo precisa ser formalizado nos comitês de crédito de cada instituição. (ECONOMIA / PÁG. B10)

AGU alertou Planalto sobre Decreto dos Portos

O Planalto desconsiderou mais de um alerta da Advocacia-Geral da União apontando para irregularidade no Decreto dos Portos, editado em maio de 2017 pelo presidente Temer. A AGU viu “risco relevante” em artigo que prorroga em até 70 anos as concessões e arrendamentos portuários. O Planalto disse que “qualquer discussão anterior ou minuta elaborada em fase de estudos fica prejudicada pela versão final do decreto”. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Joesley quer pagar multa

Joesley Batista pediu ao STF para depositar parte dos R$ 110 milhões de multa combinados em delação, mesmo após rescisão do acordo. (PÁG. A6)

Alta do diesel provoca protesto

Caminhoneiros bloquearam rodovias em 19 Estados contra aumentos do diesel (na foto, a BR-040, em Minas). Desde julho do ano passado, o combustível subiu 56,5% nas refinarias. O governo deve anunciar medidas que pelo menos garantam a previsibilidade dos reajustes, mas não chegou a um acordo ontem. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B3)

MP investiga suposta propina a presidente do TCM

O Ministério Público Estadual investiga o presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM), João Antônio, por ter supostamente pedido R$ 30 milhões em propina durante a análise dos contratos de varrição da Prefeitura de São Paulo. A licitação foi suspensa pela Justiça e os contratos atuais vencem no dia 13. João Antônio nega as acusações. (METRÓPOLE / PÁG. A13)

Conselho de fake news não se reúne há 77 dias

O Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições, criado pelo TSE para combater a disseminação de notícias falsas, se reuniu pela última vez em 5 de março. Integrantes do grupo alertam para o risco de o problema influir nas eleições. (POLÍTICA / PÁG. A9)

USP corta bônus e reduz segunda fase da Fuvest (METRÓPOLE / PÁG. A12)

 

Alimentos terão alerta para gordura, açúcar e sal (METRÓPOLE / PÁG. A14)

 

Ana Carla Abrão

Vários países adotaram modelo de licença parental paga, em que homens e mulheres dividem a licença de forma flexível. (ECONOMIA / PÁG. B6)

Notas & Informações

Simulacro de democracia. (PÁG. A3)

Trégua com armas apontadas

O presidente Donald Trump conseguiu atrair o governo chinês para uma tentativa de acordo comercial, mas seria ingenuidade festejar essa trégua. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Ministro liberou na Caixa verba usada em negócio do filho

Familiares de Gilberto Occhi receberam R$ 200 mil por venda de lotérica em Alagoas; à época, político ocupava cargo no banco

Apuração interna da Caixa Econômica Federal aponta que o ministro Gilberto Occhi (Saúde) liberou, quando gestor do banco, recursos usados na compra de casa lotérica vendida por seu filho e seu enteado em Alagoas, informa Fábio Fabrini. O dinheiro da Caixa foi transferido a uma prefeitura do estado e, em seguida, destinado à conta de uma das lotéricas negociadas. O depósito, feito por meio de triangulação com um fornecedor, foi de R$ 200 mil. O relatório sobre Occhi foi concluído em fevereiro e enviado a órgãos de controle. Gustavo Occhi, filho do ministro, e Diogo dos Santos, filho da mulher dele, obtiveram concessões de três lotéricas em Alagoas em 2011. Na ocasião, Occhi era superintendente nacional de Gestão do banco no Nordeste. Depois disso, foi vice e também presidente do banco, cargo que deixou em abril. O ministro disse, em nota, que a licitação para as lotéricas respeitou legislação vigente, mas não falou especificamente sobre o repasse da verba. Gustavo Occhi pediu que a reportagem enviasse as perguntas por e-mail, mas não as respondeu. A Caixa afirmou que a apuração está em andamento. (Poder A4)

Promotor quis me forçar a delatar Kassab no caso do ISS

Acusado de participar da máfia do ISS na Prefeitura de São Paulo durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), o auditor Ronilson Rodrigues diz que seu acordo de delação premiada não foi aceito porque ele se recusou a envolver o ex-prefeito. “Ele [op romotor Roberto Bodini] queria que eu dissesse o que ele queria, e não o que eu sabia”, diz em entrevista a Rogério Gentile. O Ministério Público nega tentativa de implicar Kassab, hoje ministro do governo Temer, no caso. (Cotidiano B1)

Diesel sobe, e caminhoneiros se manifestam em 17 estados

Insatisfeitos com o reajuste do óleo diesel, cerca de 300 mil caminhoneiros fizeram paralisações nas cinco regiões do país, segundo associação da categoria. Pelo menos 17 estados registraram manifestações, com bloqueios de rodovias. SP e MG foram os mais afetados. Mantendo sua política de preços, a Petrobras anunciou novo aumento no diesel, que acumula alta de 12,3% em maio, e na gasolina. O ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que o governo busca soluções para dar previsibilidade ao preço dos combustíveis. (Mercado A13)

Bruno Boghossian

Na contramão de discurso, governo estuda intervir nas regras da Petrobras (Opinião A2)

Ciro afirma torcer por segundo turno contra Bolsonaro

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) disse que gostaria de enfrentar Jair Bolsonaro (PSL), que “tem soluções muito toscas” para o país. Em sabatina de Folha, UOL e SBT, prometeu revogar o teto de gastos e a reforma trabalhista do governo Temer (MDB). (Poder A6)

Dólar fecha abaixo de R$ 3,70 após ação do BC

A moeda americana interrompeu seis sessões consecutivas de alta e caiu 1,36%, para R$ 3,69. (Mercado Al6)

Oposição pede novas eleições na Venezuela

Nicolás Maduro foi reeleito com abstenção recorde. Brasil e outros 13 não reconhecem o pleito. (Mundo A10)

Editoriais

Abismo chavista

Sobre eleição presidencial farsesca na Venezuela.

Hipérboles de Ciro

Acerca de retórica do presidenciável em sabatina. (Opinião A2)

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