Destaques dos principais jornais do Brasil

22 de abril de 2018

O Globo

 

Manchete : Após Lava-Jato, TCE cancela R$ 4 bi em licitações suspeitas

Valor dobrou em relação a 2016, antes da prisão de cinco conselheiros

Uso de tecnologia aperfeiçoa o trabalho do Tribunal do Rio, que rejeitou contas de 51 cidades em 2017, contra 8 um ano antes

Depois da prisão de cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio pela Lava-Jato, os resultados do órgão tiveram uma melhora exponencial. Em 2017, foram cancelados 66 editais de licitação suspeitos, o que evitou gastos duvidosos de R$ 4 bilhões para os cofres públicos, 125% mais do que em 2016.

O número de municípios com as contas rejeitadas aumentou mais de seis vezes, de oito para 51. O TCE atualizou metodologias e ampliou o uso de tecnologia para aperfeiçoar a fiscalização. (Página 3)

 

A miséria profunda no mapa da Rocinha

A dor e a exclusão na área mais pobre da favela em guerra

Moradores da área mais pobre da Rocinha enfrentam diariamente a Linha da Morte, beco que tem paredes crivadas de tiros. De 54 mortos na guerra iniciada ano passado, sete foram baleados ali.

Na Macega, aonde poucos chegam, casas são de madeira, crianças estão fora da escola e famílias passam fome, revelam Caio Barretto Briso e Domingos Peixoto. (Páginas 14 e 15)

Brasileiro arrisca mais ao investir

Com a queda dos juros, os brasileiros buscam alternativas à renda fixa, o que elevou em 59% os aportes em fundos multimercados. De maior risco, essas aplicações chegam a render 50% acima das mais conservadoras. (Páginas 37 e 38)

 

Galinhas dos ovos de grife

Produtores investem no desenvolvimento de marcas para lucrar mais com a venda de ovos. Nos supermercados, surgem rótulos de ovos caipiras, orgânicos e produzidos por “galinhas livres”, por exemplo. Mas produto pode custar o dobro do usual. (Página 39)

 

Ancelmo Gois

STJ julga na terça ação de R$ 173 milhões de João Gilberto contra a EMI. (Página 22)

 

Merval Pereira

Com advogados na berlinda, um livro defende que eles salvaram o mundo. (Página 4)

 

Miriam Leitão

Voto anticorrupção atingirá os partidos protagonistas. (Página 34)

Lauro Jardim

Joaquim Barbosa só pretende se definir em julho. (Página 2)

 

Elio Gaspari

Ou Barbosa dá um passo adiante, ou fritam-no. (Página 5)

 

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O Estado de S. Paulo

 

Manchete : Desgastados, 9 em cada 10 deputados tentarão se reeleger

Parlamentares buscam manter foro privilegiado e os partidos, preservar suas bancadas

Mesmo em um momento de grande desgaste do Congresso, como mostram as pesquisas, os partidos projetam um recorde de candidatos à reeleição na Câmara, na contramão dos que pedem uma renovação. Pelo menos 447 deputados – 87% dos atuais 513 parlamentares – estão dispostos a tentar mais um mandato. Com a Lava Jato e a disponibilidade de verbas públicas para custeio das campanhas, somados os que ainda estão em dúvida, o índice pode passar de 90%, o que será o maior desde a redemocratização do País. Para os parlamentares, a vantagem é manter o foro privilegiado. Pelas regras atuais, tanto o fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão como o fundo partidário de R$ 888 milhões são divididos de acordo com o número de parlamentares eleitos por legenda. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Votos como juiz revelam pensamento de Barbosa

Se o político Joaquim Barbosa ainda evita comentar temas que deverão ser discutidos na campanha à Presidência da República, o jurista, em seus 11 anos no Supremo Tribunal Federal, defendeu prisão após condenação em segunda instância e políticas públicas para redução da desigualdade. Barbosa também criticou por vezes “privilégios” no serviço público e proferiu, em julgamentos, que era dever do Estado o bem-estar social, previsto na Constituição. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Violência, fome e esperança

Chegada de venezuelanos traz problemas de grandes cidades a Boa Vista. (METRÓPOLE / PÁGS. A17 a A19)

Distribuidoras da Eletrobrás pagam o triplo do mercado

Com salário médio de R$ 11,7 mil, as distribuidoras da Eletrobrás pagam aos funcionários o triplo da média de uma empresa privada. Na Amazonas Energia – a que dá mais prejuízo –, a média chega a R$ 15,5 mil, ante R$ 4,3 mil na concorrente Neoenergia. (ECONOMIA / PÁGS. B1 e B4)

Paraguai vai às urnas em busca de estabilidade (INTERNACIONAL / PÁG. A14)

 

Moscou e Caracas criam rede para lavar dinheiro

EUA e Suíça investigam suposto esquema entre as estatais russa e venezuelana de petróleo para lavar dinheiro em paraísos fiscais, informa Jamil Chade. As companhias fizeram transferências suspeitas de até R$ 1 bilhão. (INTERNACIONAL / PÁG. A12)

Eliane Cantanhêde

Joaquim

Joaquim Barbosa nunca foi testado numa campanha, nunca se expôs às provocações de adversários e a investigações. (POLÍTICA / PÁG. A6)

Vera Magalhães

Eleitor solteiro procura

Mais que em eleições passadas, o eleitor traído vai querer dos candidatos compromissos claros com o combate à corrupção. (POLÍTICA / PÁG. A10)

Celso Ming

A velha ordem abalada

O que parece tendência inexorável é que o modelo em formação aponta para mais globalização, e não para menos. (ECONOMIA / PÁG. B2)

Notas&Informações

Liberdade e democracia

É preciso fazer com que os valores liberais deixem de ser confundidos, no País, com exploração e ganância. (PÁG. A3)

A crise da Embrapa (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete : Presidenciáveis são alvo de mais de 160 casos na Justiça

Levantamento mostra que processos envolvem ao menos 15 de 20 pré-candidatos

Entre os 20 políticos cotados para disputar a Presidência em outubro, ao menos 15 são alvo de casos em tribunais do país. Levantamento feito pela Folha nas cortes superiores, federais e estaduais indica que são mais de 160 os processos envolvendo presidenciáveis.

Da Lava-Jato a barbeiragem no trânsito, há investigados, denunciados, réus, condenados e um preso, o ex-presidente Lula. Investigações de corrupção envolvem ao menos oito. Entre eles estão Lula (PT), Michel Temer (MDB) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

O ex-governador Geraldo Alekmin (PSDB) também é investigado, mas em ação civil, por suspeita de caixa dois. Um segundo grupo responde por declarações que podem ser consideradas crime, incluindo o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Maia e Alekmin negam irregularidades. Ciro diz que as ações estão relacionadas a opiniões, não a desvio moral. Bolsonaro diz que houve viés político da Procuradoria em ao menos uma das ações. A defesa de Lula e a assessoria do presidente Temer não se manifestaram. (Poder A4)

 

0 que pensam os eleitores que votariam em Lula

A Folha convidou dez moradores da Grande São Paulo, da zona sul da capital à periferia de Osasco, para dizerem as razões pelas quais votariam no presidenciável do PT. O grupo se recusou a indicar uma alternativa a Lula; o encontro ocorreu após a prisão do ex-presidente. (Poder A10)

Pensadores Steven Pinkere Francis Fukuyama analisam os rumos da política (Ilustríssima / Pág. 4)

 

Editorial

Elefantes na sala – Sobre juros exorbitantes e concentração bancária. (Opinião A2)

 

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