Destaques dos principais jornais do Brasil

12 de março de 2018

O Globo

 

Manchete: Rio reduz investimento em segurança a quase zero

Governo destinou apenas 0,14% do orçamento para a área em 2017

No total, estado tem 6º gasto per capita mais alto do país, porém maior parte vai para folha

O Rio gastou apenas 0,14% do orçamento da segurança em investimentos em 2017, o menor percentual em uma década. O atual patamar representa só 4,4% do que era investido no auge das UPPs, em 2010. A taxa de investimentos vai na direção contrária à de assassinatos: quando a primeira sobe, a segunda cai, o que se inverteu nos últimos anos, com a queda das verbas e o aumento das mortes. No total, o Rio é o sexto estado que mais gasta com segurança, por habitante. A maior parte, no entanto, é consumida pela folha de pessoal. (PÁGINA 7)

Jungmann: ‘Sem equipe, sem dinheiro e sem teto’ (PÁGINA 4)

 

Negociação com EUA sobre aço deve envolver Embraer e etanol

O governo só vai à OMC depois de esgotar conversas com Trump para isentar o aço brasileiro da sobretaxa de 25%, mas negociadores avaliam que podem ter de ceder na associação de Embraer e Boeing ou na entrada do etanol americano no Brasil. (PÁGINA 16)

Correios decidem entrar em greve a partir de hoje (PÁGINA 15)

 

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O Estado de S. Paulo

 

Manchete: Famílias retomam hábitos de consumo da fase pré-crise

Depois de cortar ou trocar produto mais caro por outro mais barato, consumidor volta a incrementar as compras

As famílias brasileiras começam a retomar hábitos de consumo dos tempos de bonança da economia. Depois da recessão, que fez o consumidor cortar ou trocar produtos no dia a dia, a lista de compras voltou a ter mercadorias mais caras. No lugar da margarina, a manteiga retornou à mesa. O óleo de soja foi substituído pelo azeite de oliva. Requeijão, batata congelada e pão industrializado também estão de volta ao cardápio. Dados da consultoria Kantar Worldpanel mostram que, em 2017, mais de 2 milhões de famílias voltaram a comer manteiga. No pico da crise, o produto estava presente em 32,94% dos lares. Essa participação subiu para 36,80% – superior à registrada antes da recessão, em 2014 (34,17%). A retomada no consumo decorre de um conjunto de fatores: inflação baixa, juros no menor patamar histórico, aumento da renda e reação do mercado de trabalho. (ONOMIA / PÁG. B5)

Esteves volta ao comando

O banqueiro André Esteves se prepara para voltar a ter um cargo formal de comando no BTG Pactual. Há discussões internas para que ele possa retomar a presidência do conselho. O banco definirá nos próximos meses se vai se desfazer da participação no suíço BSI, vendido para EFG International. O discurso é concentrar esforços na América Latina. O BTG Pactual tem R$ 12 bilhões para investir. (PÁGS. B1 e B4)

Meirelles e Maia utilizam voos da FAB em agendas

Pré-candidatos ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), têm usado aviões da Força Aérea Brasileira para viajar pelo País. Maia voou 63 vezes com aeronaves da FAB desde dezembro – 33 delas para o Rio, seu domicílio eleitoral. Já Meirelles voou 42 vezes desde dezembro. A Câmara e a Fazenda dizem cumprir as normas estabelecidas para o uso das aeronaves e negam irregularidades. (POLÍTICA / PÁG. A4)

Correios entram em greve em todo o País (ECONOMIA / PÁG. B6)

 

Governo deve elevar bônus para auditores (ECONOMIA / PÁG. B7)

 

Notas & Informações

Devolver o dinheiro ao dono

A gestão dos recursos públicos não cabe ao Poder Judiciário. Não é ele que deve definir o uso específico das verbas recuperadas da corrupção. (PÁG. A3)

As condições para a inovação

É preciso olhar a inovação com profissionalismo. (PÁG. A3)

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Folha de S. Paulo

 

Manchete: Programa para o álcool cria embate no governo

Fazenda resiste a proposta de aumentar etanol na mistura com a gasolina

O RenovaBio, programa de incentivo aos biocombustíveis aprovado em lei no final do ano passado, provocou embate interno no governo Michel Temer (MDB). As pastas da Casa Civil e da Fazenda divergem acerca de decreto para elevar a mistura de álcool na gasolina. Assim como o setor sucroalcooleiro, a Casa Civil defende que a mistura passe dos atuais 27% para 30%, até 2030, e 40%, até 2040. A área econômica resiste à ideia, por entender que haverá perda de arrecadação e aumento de preços, com impacto direto na inflação. Sobre a gasolina incidem os tributos federais PIS, Cofins e Cide. Segundo a Fazenda, a alteração em estudo resultaria em perda de ao menos R$ 4 bilhões anuais. Para consultorias, haveria um aumento gradual de até R$ 0,06 por litro, devido à elevação dos custos. Afetados pela reviravolta das políticas do governo Dilma Rousseff (PT), os produtores apoiam o programa. Se o pleito for atendido, a participação do etanol na oferta nacional de combustível chegará a 55% em 2030, calcula o Ministério de Minas e Energia. (Mercado A16)

Todo traficante em São Paulo está | a serviço do PCC

Entrevista da 2ª

A juíza Patrícia Alvares 3 Cruz, 49, que desde janeiro é corregedora de inquéritos policiais em São Paulo, afirma que todo traficante, mesmo os menores e ainda que de maneira indireta, trabalha para o PCC e precisa ser tratado com rigor. De acordo com ela, toda a droga vendida no estado é distribuída pela facção. (A 12

Hábil, Kassab sente antes o cheiro do poder

Vinicius Mota

As condições materiais para uma candidatura presidencial provavelmente são as mais adversas desde a reinstalação do voto direto. Se há vetores que estimulam a profusão de candidaturas, a grana curta atua na contramão. Na confusão, um algoritmo demonstrou capacidade de predição. Chama-se Gilberto Kassab. (Opinião A2)

Colunistas

Leia “Investigar Temer”, em defesa da inclusão do presidente em inquéritos, e “Credibilidades em risco”, acerca da nova fase da Operação Came Fraca. (Opinião A2)

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