Concurso público em ano eleitoral: será mera coincidência?

A defensora pública e vereadora Emília Corrêa (Patriota) questiona a publicação dos editais dos concursos públicos para área de segurança no estado de Sergipe. Segundo a parlamentar, lançar editais de um processo seletivo em um ano de disputa nas urnas é, no mínimo, estranho.
“Sinceramente torço para que dê certo a efetivação desses concursos. Mas é de se estranhar a publicação de editais em um ano eleitoral”, disse
A patriota levanta ainda outra questão: o bloqueio das contas do estado.  “O Estado sofreu um bloqueio na conta única por causa de uma dívida de R$ 84 milhões e, em um momento de crise como esse, publica editais, sem seque garantir um calendário de pagamento do funcionalismo e aposentados”, alertou.
Segundo o edital do concurso serão disponibilizadas 661 vagas, sendo 300 para soldado da Polícia Militar e 30 para aspirante, 200 vagas para soldado Bombeiro e 12 para aspirante, 100 vagas para Guarda Prisional e 19 vagas para Gestor Público, com remunerações que variam de R$ 1.500 a 9.236,39.
“Muita gente vai investir tempo e dinheiro em busca de uma estabilidade financeira. Mas um governo que não cuidou do que se tem, agora faz um chamamento. Como essa conta vai fechar?”, indagou.
Emília lembrou ainda que 147 policiais civis aprovados e formados, oriundos do último concurso aguardam a convocação. Chamou a atenção para delegacias sucateadas, sem estrutura para que delegados, policiais e servidores da segurança pública trabalhem com dignidade.
“A desculpa é de que o estado não tem dinheiro para reforma e aparelhagem dessas sedes. E ainda vai fazer concurso público? Como digerir uma situação dessa?  Esse edital de concurso está mais para um engodo”, finalizou.
Ascom /EC
Foto: César de Oliveira

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