Aracaju é outra cidade com Edvaldo

Administrar envolto em problemas, com á água no limite do nariz prenunciando iminente afogamento, é tarefa para poucos. É preciso fôlego e boas braçadas, mas, sobretudo, desejo e competência para alcançar o que pretende.

 *“Edvaldo completou seis meses de gestão, como clareou Cauê, limpando a cidade e, literalmente, tapando buracos da administração anterior 

Edvaldo Nogueira, não é segredo, recebeu Aracaju imersa em problemas. Infelizmente, não se pode fazer outra descrição do que foi encontrado: cenário de destruição e aflição em ver a Capital da Qualidade de Vida, sem vida.

Mas é passado. O olhar agora é para o futuro.

Nesse caminhar, no ensolarado sábado do último dia 15, o JLPolítica brindou seus leitores com um excelente artigo do secretário de governo, Carlos Cauê – experimentado gestor público e homem com visão de lince -, onde não deixa dúvidas sobre o carinho do prefeito    Edvaldo Nogueira por Aracaju e sua determinação em recuperar a cidade.

Cauê revela, em linhas bem escritas, que Edvaldo não está dedicado apenas a levantar a cidade, a solucionar os problemas herdados. Ele quer mais. Quer uma Aracaju moderna, engajada aos novos tempos e conceitos tecnológicos, para oferecer aos aracajuanos uma cidade acolhedora, confortável, sustentável e inteligente.

Fundamental nessa transição entre passado, presente e futuro é o projeto “Cidade inteligente, humana e criativa”, que dará um gigantesco passo na direção desse inovador conceito de cidade moderna, experimentado em grandes nações.

Como é bom perceber esse olhar do atual prefeito!

Jorge Santana, secretário municipal da indústria, comércio e turismo (Semict), outro experimentado gestor público, de reconhecida competência e vivência no setor de tecnologia, é um entusiasta do projeto, que coordenou ainda durante a campanha eleitoral de 2016. Ele terá a missão de conduzir Aracaju para o futuro, no presente. Um processo participativo que puxa o cidadão para o centro da transformação. Isso é inclusão, é evolução, é mudança com o cidadão protagonizando seu futuro, por meio de ferramentas tecnológicas a lhes serem disponibilizadas.

Para isso, o planejamento estratégico, citado por Cauê em seu artigo, é a ferramenta que dará os contornos de como Edvaldo conseguirá a ambiciosa meta com seu time de colaboradores. A estrada é longa, mas nos primeiros metros, percebe-se uma nova cidade nascendo.

Edvaldo completou seis meses de gestão, como clareou Cauê, limpando a cidade e, literalmente, tapando buracos da administração anterior – cujo gestor não nominarei, prestando-lhe sincero respeito por sua trajetória como homem púbico e pelos serviços prestados ao estado. Se da forma “certa” ou “errada” – cada leitor que faça seu juízo -, ele dedicou a maior parte de sua vida pensando Sergipe e, por isso, merece reconhecimento e respeito.

Voltando a gestão de Edvaldo Nogueira, quem passeia pela cidade atualmente percebe que Aracaju acordou de um pesadelo. E aqui, é preciso dar relevo a dois nomes: Sérgio Ferrari (Emurb) e Luiz Roberto (Emsurb).

Esses dois homens estão fazendo um trabalho de excelência – é preciso reconhecer -, mostrando que a cidade voltou a ter um olhar cuidadoso, zeloso. Um obstinado trabalho de limpeza, jardinagem e emergencial operação tapa-buraco vestem a cidade com uma nova roupa. Aracaju está voltando a mostrar sua beleza, antes escondida por lixo e mergulhada em buracos. É bonito ver a dedicação das equipes espalhadas pela cidade em dedicado trabalho.

Equipes e gestores municipais merecem reconhecimento pelo que têm feito. Deixo esse necessário registro.

Já escrevi em outra oportunidade que não se deve tratar uma gestão que tem apenas seis meses como estivesse no final. É preciso calma nas críticas, que são necessárias. Ajudam o gestor na administração da cidade.

Mas, há críticas e espancamentos.

Quando o ex-jogador Júnior, lateral e meio-campista do Flamengo nas décadas de 70,80 e 90, iniciou sua carreira como comentarista esportivo, foi se aconselhar com o experiente jornalista Armando Nogueira. Perguntou o que era necessário para ser um bom comentarista. Armando Nogueira foi direto: “Júnior, é possível criticar sem ofender e elogiar sem bajular”.

Creio que a expressão sirva como parâmetro para quem deseja fazer uma avaliação serena dos seis primeiros meses de Edvaldo na prefeitura de Aracaju. Ele apenas começou seu trabalho. Tem uma longa jornada de mais três anos e seis meses para solucionar os problemas encontrados e cumprir o seu plano de governo.

Nestes seis primeiros meses, já se pode ver uma cidade com o coração batendo e com vontade de correr, de ir pra frente.

Com Edvaldo, a cidade saiu do coma e voltou a respirar. Está viva.

Por Edson Júnior – Jornalista/Radialista

Jlpolitica.com.br

 

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