A pedido da PMA, Corpo de Bombeiros começa a atuar em operação de combate às manchas de óleo

A força-tarefa que atua para conter as manchas de óleo que não param de chegar ao litoral do Nordeste ganhou reforços neste sábado, dia 2 de novembro, com a adesão do Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe.

A alternativa foi pensada pela Prefeitura de Aracaju para ampliar e intensificar as ações que vêm sendo empreendidas com o objetivo de minimizar os impactos do óleo nas praias sergipanas. Para começar a atuação, os bombeiros militares estiveram na Praia da Cinelândia, em Aracaju, onde, junto a voluntários, recolheram o óleo da areia. 

Segundo o secretário municipal de Defesa Social e Cidadania, Luís Fernando Almeida, são mais 140 homens e mulheres (70 no sábado e 70 no domingo) que vão contribuir com esse trabalho árduo de limpeza das manchas, que agora são menores e requerem um trabalho minucioso. “Esse pedido do prefeito Edvaldo Nogueira, atendido prontamente pelo Corpo de Bombeiros, vem ajudar e muito nessa limpeza da cidade”, afirma.

Para Luís Fernando, que é coronel e conhece a dinâmica desse tipo de missão, a Corporação está escrevendo o nome dela na história de Aracaju. “Porque essa contribuição será muito importante para a nossa cidade, à medida que visa a minimização dos impactos dessa tragédia”, justifica. 

O coordenador da Defesa Civil Municipal, major Silvio Prado, também acompanhou a ação. De acordo com ele, foram disponibilizados os alunos que vão iniciar o curso de formação de soldados do Corpo de Bombeiros, que representam um incremento à atuação da Prefeitura nas áreas onde há uma maior concentração do óleo. 

“Auxiliando na minimização do impacto ambiental, retirando o mais rápido possível esse óleo que ainda está nas nossas praias, junto ao Exército, à Emsurb (Empresa Municipal de Serviços Urbanos), à Sema (Secretaria Municipal do Meio Ambiente) à empresa contratada pela Petrobras, etc”, diz major Silvio.

Ele explica que o mapeamento das áreas é feito diariamente pela Sema e que, a partir dele, as equipes são deslocadas. “Os esforços são intensificados onde há uma concentração maior de petróleo. É bem dinâmico”, ressalta.

Um dos técnicos ambientais responsáveis por esse monitoramento acompanhou a ação. Júlio César Vieira, servidor da Sema, explicou aos alunos como a limpeza da área deve ser feita.

“É um pouco complicado porque agora as manchas estão bem menores. Mas o material não penetra a areia, fica numa camada superficial, então não requer força, assim, pegamos a menor quantidade de areia possível, a fim de separar o óleo de forma mais fácil e rápida. É um trabalho paciente, que tem que ser executado da melhor forma possível”, diz Júlio.  

Ação da Prefeitura

Desde o dia em que as manchas surgiram nas praias sergipanas, a Prefeitura de Aracaju tem agido para minimizar os impactos causados pela maior tragédia ambiental da história recente do país. Para isso, a administração pensou numa atuação conjunta entre vários órgãos municipais, sob a coordenação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Todos os dias, 22 quilômetros de praias estão sendo monitorados por terra e ar, este segundo sendo feito através de drones da Sema e da Defesa Civil Municipal. As informações coletadas por meio do monitoramento, feito da foz Rio Sergipe até a foz do Rio Vaza Barris, são utilizadas para a produção diária de um mapa, que identifica os vestígios de óleo no litoral e as equipes que estão trabalhando na limpeza, auxiliando no planejamento de ações estratégicas.

A atuação das equipes, formada pela Sema, secretarias municipais da Defesa Social e Cidadania (Semdec) e da Comunicação Social (Secom), Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), está baseada em três pilares: monitoramento ambiental diário, limpeza das praias e comunicação e educação ambiental e permanecerá até enquanto houver resquícios de óleo nas praias.

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