Secretaria de Inclusão e parceiros oferecem 268 vagas para pessoas com Deficiência durante o “SuperAção’

O evento promove a união de empresas e instituições sergipanas em prol da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho

O Núcleo de Apoio ao Trabalho (NAT) da Secretaria de Estado da Mulher, Inclusão e Assistência Social, do Trabalho e dos Direitos Humanos (Seidh) e parceiros realizaram na manhã da quinta-feira, 1º de dezembro, o “SuperAção – Intermediação e Qualificação de Pessoas com Deficiência e Reabilitados para o Trabalho”, evento anual que promove a união de empresas e instituições sergipanas em prol da inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Este ano, o evento reuniu cerca de 20 empresas, que ofereceram 268 vagas destinadas exclusivamente para PcDs. Mais de 15 instituições também participaram da organização do evento, atuando no acolhimento e na oferta de serviços voltados para esse público.

De acordo com a coordenadora Estadual do Trabalho e Emprego da Seidh, Sandra Magna Rezende, nesta edição, as vagas foram ofertadas de maneira diversificada e distribuídas de modo diferente entre os PcDs. Auxiliar de Produção, Portaria, Vigilância, Serviços Gerais e Vendas foram algumas das áreas com vagas garantidas. “Após a abertura do evento, o PcD foi conduzido ao atendimento do NAT para fazer o cadastro no Sistema Nacional de Emprego (Sine), que filtra, automaticamente, o perfil no qual a pessoa se enquadra entre as vagas disponíveis. Depois disso, é emitida a carta de encaminhamento e o indivíduo, direcionado às empresas disponíveis no nosso pátio com os seus representantes, a fim de fazer seu o acolhimento pré-seleção”, explicou Sandra.

Presente no evento, o vereador Lucas Aribé enfatizou o trabalho do Fórum Sergipano de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho. “Estamos aqui disponibilizando todos os nossos materiais informativos e campanhas de conscientização, sempre apoiando a PcD. O mercado de trabalho é um desafio; a gente sabe das dificuldades, hoje, de se empregar qualquer cidadão, quanto mais as pessoas com deficiência, que apresentam índices muito grande de desemprego. Então, nada melhor do que buscar medidas de incentivar a empregabilidade, como temos hoje aqui, através da oferta de vagas e oportunidades para as pessoas com deficiência”, pontuou.

A Auditora Fiscal da Superintendência do Trabalho em Sergipe, Urselina Porto da Silva, explicou que diferentes tipos de dificuldades são encontrados para inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Sergipe possui uma média de 7 mil vagas para PcDs, entre empresas públicas e privadas. Destas, somente 2.300 estão ocupadas. Isso acontece por diversos fatores, como o preconceito, a falta de capacitação e barreiras operacionais. Tendo isso em vista, trabalhamos na fiscalização dessas empresas, para que cumpram a cota e ofereçam oportunidade de trabalho”, pontua.

Já a gerente do Núcleo de Inclusão Social do Senac Sergipe, Marta Luíza, destacou a importância do evento ao reunir empresas e pessoas com deficiência em uma única oportunidade. “Hoje a gente encontra aqui vários empresários que possuem vagas disponíveis para contratar PcDs, bem como os próprios, disponíveis para serem inseridos no mercado de trabalho”, diz Marta. Segundo ela, o Senac atua nesse processo elencando demandas para novos cursos que possam atender as necessidades deste segmento da população, já que a falta de qualificação é apontada como uma das maiores dificuldades.

Ativista do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência e membro da Associação de Deficientes Motores de Sergipe (ADM) Luís Carlos da Silva afirma que a Seidh tem buscado contemplar as pessoas com deficiência no estado.” Podemos ver a importância desse evento diante da quantidade de pessoas aqui presentes. Muitas delas estão em busca das oportunidades que estão sendo viabilizadas através do NAT, com todo o trabalho de cadastramento e encaminhamento às empresas parceiras. É gratificante poder ver um trabalho como este evoluir para a sua segunda edição. Nós só temos a agradecer por este benefício”.

Francisco Fábio Ferreira, de 31 anos, possui deficiência visual e considerou o evento como uma porta que abre oportunidades para aqueles que buscam qualificação profissional. “É uma forma de ajudar essas pessoas que, em sua maioria, são excluídas do campo de trabalho”. Francisco saiu do atendimento do NAT já com a carta de encaminhamento em mãos. Para ele, mesmo com a exclusão, a aceitação própria é fundamental para que uma pessoa com deficiência possa lutar contra suas barreiras e alcançar os seus objetivos. “Eu me aceitei como eu sou e me sinto uma pessoa normal, como qualquer outra. Quando você se aceita como é, as pessoas também tendem a respeitar você como você é”, observou.

Aos 25 anos de idade, Danicleice Santos possui deficiência na mão e na perna. Para ela, além de oferecer oportunidades de atuação profissional, o “SuperAção” mostra que as pessoas com deficiência não são inferiores ao restante das demais. “Esse momento, para mim, indica que podemos ter oportunidade de emprego sim. Não é porque temos algum tipo de deficiência que devemos nos sentir inferiores. Sinto-me contemplada e motivada com esta ação. Espero que ela continue por muitos anos”, finalizou Danicleice.

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