Projeto Ocupe a Praça comemora um ano de incentivo à cultura

Um ano de reflexões, valorização dos artistas e respeito à cultura. Sair do papel e modificar o cenário cultural da cidade faz do projeto Ocupe a Praça um dos principais legados iniciados nesta gestão do prefeito Edvaldo Nogueira. Promovido através da Fundação Cultural de Aracaju e do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira (NPD),  o projeto, que acontece na primeira e última quarta-feira do mês, na praça General Valadão, tem alcançado cada vez mais importância para a manutenção e reafirmação desse espaço para trocas e reverberação de ideias e artes.

Em cada uma das 25 edições já promovidas neste primeiro ano de existência, o projeto levou ao público pautas de suma relevância social não só no cenário regional, mas também nacional, abrindo espaço para o fomento de debates acerca dos mais diversos temas e a promoção de produtos culturais atrelados aos assuntos levantados. Para além de uma programação festiva, por sempre contar com a apresentação de diversos artistas como parte final de cada programação, o projeto tem se configurado como uma vitrine cultural para diversos artistas e produtores audiovisuais locais.

De acordo com a coordenadora no Núcleo, Grazielle Ferreira, o Ocupe a Praça surge com o intuito de mobilizar a população para a ocupação do centro histórico da cidade através do viés cultural, como já acontece em outras cidades do país. “Nós queremos provocar a reflexão. É importante destacar que o Ocupe a Praça não se trata de uma festa, mas de um projeto. Porque a gente tem viés da diversão, mas isso está embalado nas discussões. Nós estimulamos o público a refletir sobre questões culturais, cidadãs e a discutir nossa situação a partir, inclusive, do marco zero da cidade. As edições do projeto são sempre muito especiais, muito bem pensadas, planejadas e, na maioria das vezes, construídas com os movimentos sociais”, afirmou.

Desde o seu início, em junho de 2017, o projeto tem estimulado o cenário cultural da cidade e, assim como sugere no nome, a ocupação de um espaço público de grande importância para a cidade – o Centro. O que antes dava lugar ao esvaziamento e invisibilidade durante a noite, hoje abriga uma importante movimentação local que ajuda a construir novos roteiros no mapa cultural de Aracaju.

Segundo o presidente da Funcaju, Cássio Murilo, o projeto surge como um dos projetos prioritários do prefeito Edvaldo Nogueira, que levou não só alegria ao público, mas, principalmente, diferentes reflexões. “Já tivemos diversas questões que estão na evidência na sociedade brasileira, eu diria. Existe, aqui, uma produção cultural nos territórios, na periferia, que é muito forte, mas não será no gabinete que nós vamos identificar isso. É preciso que a gente dialogue com as ruas, que a gente dialogue com o que está sendo produzido pelos jovens. O Ocupe a Praça, inclusive, tem essa característica de revelar, de trazer para a cena o que está sendo produzido de melhor. Não é só ocupação, ele começa com a ocupação do centro histórico, mas termina por trazer os debates, dialogar e misturar as linguagens, trazendo para nós o que há de mais profundo em nossa identidade cultural”, enfatizou.

Edições 

Diversos artistas dos mais diferentes estilos musicais já deixaram sua marca no projeto. Do forró ao reggae, o público teve a oportunidade de apreciar gratuitamente e a céu aberto o trabalho de pessoas que fazem parte do cenário aracajuano e, através disso, constroem o legado cultural contemporâneo da cidade, a exemplo do cantor Alex Sant’anna, da DJ Janaína Vasconcelos, das bandas Samba do Arnesto, Nanã Trio e do grupo Guerrilheiras do Rap

Em todas as edições já realizadas, o público estimado ultrapassa os seis mil, sendo que, em seis das edições, a média de 150 a 200 pessoas tenha sido ultrapassada. Entre as edições que tiveram recorde de público, estão a Ressaca da Parada, Vou Ocupar Seu Coração e o Festival Ocupe a Praça.

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