Prefeitura não registra reações adversas entre vacinados contra covid-19

Tão logo a vacina CoronaVac [desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac Biotech] foi aprovada, a Prefeitura de Aracaju deu início à execução do plano Municipal de Vacinação Contra Covid-19, elaborado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Até o momento, mais de 4 mil aracajuanos, entre profissionais de saúde que atuam na linha de frente e idosos institucionalizados, já receberam a primeira dose do imunizante e nenhuma reação colateral foi notificada.
“Até o momento, nós não fomos comunicados sobre nenhum tipo de reação. Todos estão informados, orientados que, caso apareça algum tipo de reação adversa, devem notificar o município. A partir dessa notificação, o município vai notificar as demais autoridades, tanto o Estado quanto o Governo Federal”, declarou a secretária da Saúde de Aracaju, Waneska Barboza. 
De acordo com o Instituto Butantan, nos primeiros 30 minutos após a aplicação da dose, é importante observar se há a presença de sintomas, a exemplo de vermelhidão ou coceira no corpo, inchaço nos olhos e lábios, rouquidão ao falar ou dificuldade para respirar. Identificando algum tipo de reação, o profissional de saúde deverá ser informado. 
Após sete dias de aplicação da vacina, em casos de eventos adversos que podem não necessitar de atendimento médico ou uso de medicamentos estão: náusea (enjoo), diarreia, dor nos músculos e articulações. Já entre as reações que podem necessitar de atendimento médico estão: vômitos, febre, dor de cabeça ou vermelhidão e inchaço no local da injeção. 
A vacina CoronaVac utiliza uma versão inativa do Sars-CoV-2, coronavírus responsável pela pandemia. Ao injetar as partículas desativadas do vírus, o sistema imunológico começa a produzir anticorpos, tornando o organismo resistente à doença. As partículas inativas não se reproduzem no organismo, por isso são incapazes de desencadear sintomas, apenas estimulam a produção de anticorpos.
EficáciaPara que um imunizante seja aprovado pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), ele deverá ter 50% de eficácia comprovada.  E superando esse índice, a CoronaVac tem 50,38% de eficácia comprovada, o que significa que de cada 100 pessoas, 50 não desenvolverão qualquer sintoma ao ter contato com o vírus.
Casos em que a pessoa vacinada contraia o vírus, o imunizante reduz em 78% as chances de desenvolver sintomas moderados. Os estudos apontam, ainda, que 100% dos vacinados não desenvolvem os sintomas graves da doença. Isso levará a uma radical diminuição da mortalidade provocada pela covid-19.
“É uma vacina que foi feita com os profissionais de saúde, ou seja, pessoas que estão extremamente expostas à contaminação, o que demonstra uma excelente eficácia. Para se ter uma ideia, a vacina de gripe Influenza tem aproximadamente 40% a 50% de eficácia, e conseguimos reduzir muito o número de óbitos pela Influenza. Então essa vacina é extremamente eficaz e segura também, o que faz com que tenhamos esse interesse de virem cada vez mais vacinas desse tipo para conseguirmos ampliar a vacinação da nossa população e atingir a meta, que é mais de 70% da população vacinada, para controlar essa transmissão”, destacou Waneska Barboza.

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