Prefeitura de Aracaju recebe representantes de ocupação da Coroa do Meio

Na tarde desta segunda-feira, dia 7, a vice-prefeita de Aracaju, Eliane Aquino, o presidente da Emurb, Sérgio Ferrari, a secretária interina da Assistência Social, Rosane Cunha, o secretário adjunto da Comunicação Social, Elton Coelho, e membros da comissão de Articulação de Movimentos Sociais da Prefeitura de Aracaju receberam representantes da ocupação que se formou no último sábado, 5, no bairro Coroa do Meio. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB-SE), Henri Clay, e membros da comissão de Direitos Humanos da Ordem também foram convidados a participar da reunião e auxiliar a mediação.
Assim que foi informado sobre o início da ocupação, o prefeito Edvaldo Nogueira se colocou à disposição para atendê-los, desde que fosse iniciado o processo de desocupação. “Gostaríamos de ter sido procurados com antecedência pelo movimento para que pudéssemos expor a real situação do município no que se refere à política habitacional, mas não houve nenhuma tentativa de diálogo prévio. Infelizmente, estamos num momento de crise em todo o país. Houve um grande recuo de investimentos do Governo Federal no tocante ao financiamento da política habitacional e um crescimento exponencial da pobreza. Com isso, assim como o restante do país, Aracaju também sofre com o crescimento do número de pessoas que não têm acesso à moradia”, explica a vice-prefeita Eliane Aquino.
Na reunião, Eliane reforçou a importância da política pública de habitação para a atual gestão e a mudança desejada para o cenário atual. “Lógico que nosso desejo era o de assegurar moradia digna a todos os aracajuanos, mesmo porque foram nas gestões de Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira que foram entregue cerca de dez mil unidades habitacionais. No entanto, temos que ter o pé no chão diante da realidade que encontramos no município: nenhuma política habitacional delineada, seis novas grandes ocupações instaladas e uma dívida superior aos 500 milhões. Estamos, como sempre estivemos, à disposição, mas não podemos, enquanto gestores, faltarmos com a responsabilidade, com a verdade e com o direito da cidade como um todo”, completa.
Após mais de uma hora de reunião, entretanto, não houve avanços no diálogo. Os representantes da ocupação se negaram a informar à Prefeitura quantas famílias se encontram no local, dado prioritário para que a gestão possa definir ações de atendimento ao grupo. Os representantes alegaram que só informariam o número de ocupantes se houvesse a retirada da presença da Guarda Municipal. Os gestores pontuaram que a Guarda permaneceria no local em cumprimento de sua função de resguardar o patrimônio público, mas sobretudo para assegurar a segurança das pessoas que ali se encontram.

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