Prefeitura assegura tratamento para usuários de álcool e outras drogas

Nesta quinta-feira, 18, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo. Para lidar com os usuários dependentes de álcool e outras drogas (AD), a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), dispõe de uma Rede de Atenção Psicossocial (Reaps) com equipamentos que oferecem tratamento a essas pessoas, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) AD Primavera e o Infantojuvenil Vida, a Unidade de Acolhimento Adulto (UAA) e o Projeto de Redução de Danos (PRD).
O Caps AD Primavera, que atende adultos, e o Infantojuvenil Vida, para crianças, adolescentes e jovens de até 29 anos, são do tipo III, ou seja, funcionam 24 horas e têm leitos de acolhimento noturno para completar o Projeto Terapêutico Singular (PTS) de cada usuário dos Caps. Os dois são para tratamento de álcool e outras drogas. “Nosso trabalho é cuidar da relação prejudicial que as pessoas fazem com as drogas sejam elas lícitas ou ilícitas”, explica a coordenadora da UAA e do PRD, Daniele Ribeiro Alves.
Unidade de Acolhimento AdultoA UAA, explica Daniele, serve para acolher essas pessoas e potencializar o PTS que foi traçado no Caps e passar para os projetos de vida atuais, sendo que passam pela questão da diminuição do uso da droga. “Mas não só por isso, porque entendemos a pessoa de uma forma integral, pois muitas vezes a relação que a pessoa faz com a droga tem a ver com uma grande decepção que ela tem no trabalho, um desemprego ou um relacionamento que foi rompido, por exemplo. Por isso, cuidamos de forma integral”, destaca a coordenadora.
Projeto de Redução de Danos O PRD trabalha para diminuir o impacto dos danos causados pelo uso abusivo de álcool e outras drogas dos usuários, prioritariamente no território com pessoas em situação de rua e que não acessam a unidade básica de saúde. Os redutores de danos fazem visitas domiciliares e promovem ações educativas nas escolas, ações no território e nas cenas de uso. O trabalho é realizado mais vinculado aos Caps e, em paralelo, com os Programas Consultório na Rua e IST/Aids e Hepatites Virais.
VulnerabilidadePara a psicóloga da UAA Camila Albuquerque, é importante compreender o crescimento do uso de drogas como uma forma de lidar com o sofrimento cotidiano. As pessoas estão mais vulneráveis a uma série de questões: sofrimento psíquico, adoecimento, e isso inclui o uso nocivo de drogas. 
“Então, hoje é um dia para olharmos para as nossas faltas sociais, não só no âmbito público. É importante que se pense e repense as nossas relações com os nossos familiares, vizinhos, amigos e com os nossos colegas de trabalho para estabelecermos uma rede cada vez mais solidária e afetiva. Não cabe ao profissional designar como cada sujeito vai levar sua vida, como fará suas escolhas”, ressalta Camila. Segundo a psicóloga, cabe aos profissionais utilizar estratégias sensíveis para dar suporte ao sujeito dentro de sua autonomia. “Não existe uma fórmula ou um acompanhamento ideal, existe a realidade dos atravessamentos de cada um e as escolhas que fazemos. A oferta de cuidado, de escuta, para que possamos compreender, através da vinculação, de que forma este suporte será construído por nós e pelo sujeito autor de sua história, é o caminho real”, orienta.

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