Motolâncias do Samu garantem agilidade no atendimento de Urgência e Emergência em Sergipe

O veículo sobre duas rodas dribla as dificuldades e consegue chegar mais rápido ao local, agilizando o processo de estabilização do paciente

A cada novo chamado no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe) é iniciada uma corrida contra o tempo e os desafios diários da rotina de uma cidade, sobretudo no trânsito. Enquanto uma Unidade de Suporte Básico (USB) ou Avançado (USA) se desloca para uma ocorrência, outro agente protagonista do atendimento é acionado para os casos de maior urgência: a motolância.

O veículo sobre duas rodas dribla as dificuldades e consegue chegar mais rápido ao local, agilizando o processo de estabilização do paciente. “Chegamos até 10 minutos à frente da ambulância. Esse tempo pode ser decisivo para salvar uma vida”, conta o motossocorrista Cleston Soares.

Essa celeridade no atendimento foi crucial para a mãe da funcionária pública Rita Barroso, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O tempo entre a chamada e o atendimento realizado pelo motossocorrista foi de apenas 8 minutos.

“Tudo aconteceu muito rápido. Enquanto a equipe atendia no apartamento, a ambulância chegou e fez a remoção. Essa agilidade foi importante para o quadro da minha mãe, que poderia ter morrido ali”, recorda.

O Samu 192 Sergipe conta com a atuação de duas duplas de motossocorristas por dia que, entre os meses de janeiro e julho deste ano, atenderam a 885 ocorrências.

“Todas as motolâncias contam os mesmos equipamentos de uma Unidade de Suporte Básico, ou seja: possuem o que é necessário para estabilizar o paciente e fazer o atendimento inicial à vítima, sempre sob orientação do médico regulador. A única diferença é que fazem remoção”, explica a superintendente do Samu, Glícia Ramos.

As motolâncias são conduzidas por técnicos de enfermagem, que possuem treinamento e certificação do Ministério da Saúde. Eles estabilizam o paciente e aguardam no local até a chegada da ambulância. De lá, já seguem para atender aos outros chamados.

“Tenho muito orgulho do que fazemos. Ao final de cada plantão temos a sensação de dever cumprido. Sabemos que damos o nosso melhor”, avalia o motossocorrista Cleston Soares.

 

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