Governo do Estado investe R$ 527 milhões em saneamento básico na Grande Aracaju

São intervenções realizadas na capital sergipana, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, que compreendem implantação e ampliação de sistema de esgoto, incremento e edificação de estações, além de construção de adutora ligando a barragem Jaime Umbelino de Souza (do rio Poxim) à ETA do Poxim, e crescimento do complexo da adutora do São Francisco
 As obras de esgotamento sanitário, abastecimento de água e drenagem na Grande Aracaju, por meio do Governo do Estado, recebem investimentos de R$ 527.199.951,80. São intervenções realizadas em diversos bairros da capital sergipana, Barra dos Coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, que compreendem implantação e ampliação de sistema de esgoto, incremento e edificação de Estações de Tratamento e Recuperadoras da Qualidade da Água (ERQs), além de construção de adutora ligando a barragem Jaime Umbelino de Souza (do rio Poxim) à estação de tratamento (ETA) do Poxim e crescimento do complexo da adutora do São Francisco.

Do valor total, R$ 99 milhões são destinados apenas à implantação e ampliação de sistema sanitário de Aracaju, englobando: o atendimento dos bairros Ponto Novo (concluído) , Jardins, Garcia, Grageru, Farolândia e Leite Neto (aproximadamente 85% das intervenções prontas) , e o São Conrado (concluído); aumento da ERQ Oeste (obra acabada); e construção e montagem da ERQ Sul (em fase final).

O diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Gabriel de Campos, explica que o esgoto coletado tem direcionamento para as estações de tratamento em Aracaju, as ERQ Oeste e Sul. “Os impactos dessa obra vão ser importantes, por exemplo, para minimizar o problema que temos com os canais pela cidade. O ideal é que esses espaços, a partir da operação do novo sistema de esgotamento, apenas conduzam água da chuva e tenham influência da maré”, esclareceu, acrescentando que o objetivo é, também, minimizar o mau cheiro dos canais.

Outras obras de destaque são destinadas para o loteamento Piabeta, povoado São Braz, conjunto João Alves e a sede de Socorro, e o bairro Santa Maria, em Aracaju. São R$ 31 milhões investidos para prover ligações domiciliares de esgoto, rede coletora e implantação de estações.  Segundo o engenheiro da Deso, atualmente 70% do bairro aracajuano já é atendido por rede de esgotamento sanitário e, com a última intervenção pontual, será possível atingir um índice próximo a 90%.

Para o aposentado Antônio Lima, a finalização das obras no Santa Maria chega em boa hora. “Estávamos necessitando. Aqui é esgoto a céu aberto. Quando chove, tudo fica alagado, a água entra em casa e tudo vira um lamaçal. É um transtorno. Com essa intervenção, teremos mais condições de vida. Fiquei muito feliz com a iniciativa do governo, que fará com que eu viva melhor e que todos tenham mais gosto em sair de casa”.

Já o morador Antônio Bezerra destaca outros benefícios da destinação correta do esgoto. “Aqui, aparecem muitos mosquitos, inclusive os que causam a Dengue, Chikungunya. Com a obra, acredito que teremos melhorias nesse sentido. Além disso, minha casa será mais valorizada e o Santa Maria será, cada vez mais, um lugar melhor para viver”, pontuou.

Na Zona de Expansão, que recebe R$ 48.438.342,70 de investimento, faltam apenas 8% da obra prevista , que contemplam a região no entorno do Aeroporto e uma parte vizinha ao loteamento Aruana. Através dessa intervenção, aproximadamente 60 mil pessoas devem ser atingidas, e deixarão de sofrer com alagamentos, falta de rede de esgoto adequada para coleta dos dejetos, e também uso eficiente do sistema de drenagem existente na área.

O diretor de Engenharia da Deso explica que o sistema de esgotamento atual de Aracaju começou a ser implementado em meados da década de 80, no Centro e bairro Siqueira Campos, e veio expandindo para as áreas mais urbanizados, como o bairro América e uma parte da 13 de Julho, de modo que faltavam ser contempladas algumas outras áreas com grande adensamento populacional, a exemplo do Jardins, que é verticalizado [contém vários prédios]. “Com uma pequena extensão de rede é possível atender a uma grande quantidade de pessoas e captar grande quantidade de efluentes que iriam contaminar nossos mananciais”, complementou.

Abastecimento de água

As intervenções de abastecimento de água da Grande Aracaju recebem R$ 259.247.936,26 de investimento. Em 2016, por exemplo, a Deso deu prosseguimento às obras de ampliação do Sistema de Abastecimento do São Francisco, com recursos oriundos de convênio entre o Governo do Estado e o Ministério da Integração. São R$ 127.748.027,41 aplicados no empreendimento, cuja adutora foi duplicada. Atualmente 92% das obras já estão concluídas, e as em andamento (ETA João Ednaldo e ETA Oviedo Teixeira), têm término previsto para janeiro de 2017.

As obras das novas estações Oviedo Teixeira (localizada no Distrito Industrial de Socorro e reponde pelo abastecimento do João Alves, Marcos Freires I, II, III, Fernando Collor, e os bairros adjacentes) e João Ednaldo (situada na saída da cidade de Aracaju) já estão praticamente concluídas, segundo conta Gabriel de Campos. “Essas ampliações de estações são necessárias porque, com a duplicação da adutora do São Francisco, atualmente conseguimos mandar mais água que as estações conseguem tratar”, acrescentou.

No povoado Pedra Branca, em Laranjeiras, obras de reconstrução da nova ponte de sustentação das adutoras do São Francisco já foram iniciadas. Com a reconstrução da estrutura, haverá manutenção do abastecimento de água da Grande Aracaju, proporcionando que cerca de um milhão de pessoas continue recebendo água em suas casas. São R$ 16.499.908,85 investidos na obra que iniciou no dia 12 de setembro e tem previsão de acabar em nove meses. Os recursos são do programa Águas de Sergipe.

Ainda neste ano, deu-se continuidade as obras e serviços de implantação do sistema adutora do Poxim, com previsão de conclusão em março de 2017 e investimento total de R$ 35.077.241,73, cujo objetivo é interligar a barragem do Poxim Açu, em operação desde 2013, à Estação de Tratamento do Poxim. Além disso, há implantação de quatro grandes reservatórios na capital sergipana, que já estão em fase de conclusão, com capacidade de 40.000m³ e investimento de R$ 22.265.073,71. Todos esses empreendimentos são de fundamental importância para garantir o abastecimento de água da região metropolitana de Aracaju pelos próximos 30 anos, beneficiando uma população estimada de 700.000 habitantes, com recursos no total de R$ 115 milhões.

“A estação do rio Poxim, que fica próxima à Universidade Federal de Sergipe (UFS), corresponde entre 22% e 25% do abastecimento da cidade, sendo responsável pela região da Zona Sul, uma parte da Atalaia, Zona Oeste da cidade, como Augusto Franco, Orlando Dantas e o Santa Maria. É uma estação que tem projeto de ampliação, mas hoje capta água num ponto em que a qualidade não é tão boa, pois além de receber a contribuição do esgoto amontante, dos bairros Rosa Elze, Parque dos Faróis e Pai Inácio, que ficam à margem do rio Poxim, pega água de um ponto que tem influência antrópica. Com investimento na construção da barragem do Poxim, ocorreu uma reservação de água, que possibilita uma água mais pura e que vai demandar menos tratamento para atingir o padrão de potabilidade exigido pela Anvisa. Com isso esperamos minimizar os custos com o tratamento da água. Outro detalhe da barragem do Poxim é que foi fundamental para poder regularizar a vazão ao longo de todo o ano”, detalhou o diretor de Engenharia da Deso.

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