Do coco ao rock, última noite do Projeto Verão atende à diversidade musical e de público

Desde sua primeira edição, o Projeto Verão é lembrado pela diversidade de estilos musicais e a mescla de público. Em 2020, no retorno do evento, após cinco anos de hiato, essa mistura voltou a integrar a festa na Orla da Atalaia, atraindo gente de várias faixas etárias e com gosto musicais diversificados. Nos palcos do Projeto Verão, na noite deste domingo, 2, passaram Siba Veloso, Diogo Nogueira e Ira.
Ganhando notoriedade por todo o Brasil pela poesia e mistura de gêneros genuinamente nordestinos, que se amplificam pela poesia, o cantor e compositor pernambucano, Siba Veloso, abriu a noite. Na plateia, um público cativo marcou presença e vibrou junto. 
“Relembramos as danças de ruas e, ao mesmo tempo, essa coisa da poesia rimada. É um show para quem quer ouvir essa mistura, mas, também para quem quer sentir um pouco de poesia também. O Projeto Verão é a minha cara. Eu sou uma pessoa muito envolvida com movimento popular e esse evento tem muito disso, o que faz com que eu me sinta em casa. É uma satisfação fazer parte dessa festa”, ressaltou Siba.
Coroando a noite com um legítimo samba, Diogo Nogueira recordou sucesso da raiz do gênero, entoando canções do pai, João Nogueira, por exemplo, e trazendo para o palco principal toda a malemolência carioca, mas, com um toque sergipano, já que o avô do cantor era sergipano.
“Me sinto como parte da cidade. Sempre sou muito bem recebido, com muito carinho, atenção. Procuramos sempre transmitir e repassar esse carinho de volta falando com o público, interagindo. É maravilhoso fazer parte de uma festival como esse, onde as pessoas que têm pouca oportunidade de ir a uma casa de show, onde você tem que pagar por ingresso, têm a oportunidade de ver um artista que admira de forma gratuita. É importante para a população, para a cultura brasileira”, afirmou Diogo.
Para fechar a noite, o público já havia experimentado uma gama de ritmos, mas, aguardava pelo rock do Ira, banda com experiência de quase 40 anos de estrada. Com a mesma vitalidade dos anos 1980, os membros fundadores Nasi e Edgard Scandurra, subiram ao palco, junto a Daniel Rocha, Evaristo Pádua e Johnny Boy, levando grandes sucessos da carreira.
“Já fizemos vários shows em Aracaju e todos foram memoráveis, passando por diversas fases do Ira. Levamos nossas músicas mais conhecidas e sempre somos muito bem recepcionados, e o público canta junto com a gente. Aracaju é uma cidade muito acolhedora e é por isso que sempre temos ótimas recordações dos shows”, destacou Nasi.
A banda Babado Novo teve um problema no transporte vindo para Aracaju. A produção deu ainda uma hora e quinze minutos, mas, como a previsão de chegada era até as 3h30, o show foi cancelado.  

Comente: