Começam primeiras intervenções nas avenidas Beira Mar e Euclides Figueiredo

A mobilidade e a reestruturação urbana da capital sergipana ganham nova dimensão com os investimentos que irão requalificar a malha viária de quatro grandes corredores de trânsito e reforçar o sistema de drenagem de uma região com recorrentes registros de alagamentos, no ponto conhecido como Maria Gorda, situado entre os loteamos Moema Mary, Jardim Bahia e outros pontos da região Norte. Nesta segunda-feira, 4, começaram as obras de revitalização do pavimento da avenida Beira Mar e também a obra de ampliação de drenagem e pavimentação de um trecho significativo da avenida Euclides Figueiredo.

Juntas, as duas obras totalizam mais de R$ 17,4 milhões, em recursos conveniados com o Governo Federal, e contemplam um mobiliário urbanístico que prevê a implantação de micro e macrodrenagem, acessibilidade e sinalização, construção de rampas para acesso de pessoas com deficiência, calçadas e sinalização vertical e horizontal. Divididos em etapas, os dois investimentos iniciaram simultaneamente em pontos distintos da cidade, com a execução de ações preliminares e basilares para o encaminhamento do restante da obra.

Na Beira Mar, os serviços tiveram início com ações na drenagem nas proximidades do Terminal de Integração Zona Sul e levantamento topográfico próximo aos mercados centrais de Aracaju. Todo o projeto faz parte do Plano de Mobilidade Urbana e inclui a modernização do sistema de transporte coletivo urbano, através da implantação de corredores de ônibus, com a execução de recapeamento asfáltico de toda a avenida Beira Mar, no trecho entre os terminais de ônibus do Mercado Central e da Atalaia, compreendendo cerca de 10 km. Também serão construídas cerca de 100 rampas para acesso de pessoas com deficiência, calçadas e sinalização vertical e horizontal. Esta obra tem uma característica inovadora na área da sustentabilidade, já que o material retirado no processo de fresagem será encaminhado para a usina de asfalto da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) para ser reciclado e reutilizado nas obras de recapeamento asfáltico em diversas vias da cidade.

Já na Euclides Figueiredo, os serviços começaram na rótula que dá acesso ao bairro Lamarão. O trecho beneficiado com a obra mede cerca de 1,3 km, entre os bairros Soledade e Dom Luciano, e compreende a implantação de micro e macrodrenagem, acessibilidade e sinalização. Antes, porém, as máquinas começaram as escavações e estão sendo feitos levantamentos de pontos da rede de drenagem que podem, futuramente, causar problemas às obras, provocando até mesmo a interrupção, como explica o secretário municipal da Infraestrutura, Sérgio Ferrari. “A obra já começou, mas, agora, é preciso corrigir as instabilidades da drenagem e este trabalho preventivo é o que garantirá celeridade aos serviços quando passarem para a fase do pavimento, propriamente dito. De qualquer forma, alertamos aos condutores que tanto na Euclides, como na Beira Mar, há trechos em meia pista com a orientação dos agentes da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Aracaju (SMTT)”, esclarece o secretário.

Ferrari apela aos motoristas que passem a utilizar rotas alternativas para evitar futuras retenções e engarrafamentos. “Para não estrangular o tráfego na Euclides Figueiredo, criamos, com a SMTT, um roteiro alternativo em ruas do Dom Luciano, inclusive recuperamos o pavimento. Já na Beira Mar, existem outras avenidas que podem ser utilizadas sem prejuízos nem para as obras, tampouco aos motoristas”, pondera.

Investimento em mobilidade e na drenagem

Com uma população de 648.939 habitantes, contabilizada, em 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e tendo uma frota de 305.306 veículos, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran/SE), o que significa que a cada dois aracajuanos, um possui carro, o desafio com a mobilidade tem sido permanente. “Imagine mais de 300 mil carros rodando pelas ruas, acrescentando-se os veículos vindos de outros municípios. Isso confirma o grande fluxo de veículos que circulam diariamente pelas vias da cidade. Sem contar que cerca de 60% de todo sistema viário de Aracaju é pavimentado com asfalto, somando 890 km de ruas que cortam os bairros, ou seja, mais que o dobro de toda a malha de rodovias federais que cortam Sergipe”, detalha Ferrari.

Os investimentos na malha viária, sejam através do Programa de Recapeamento, da operação tapa-buraco, das obras estruturantes que criam e ampliam as vias pavimentadas, estão consolidando a mobilidade e devem avançar ainda mais com o Plano de Mobilidade. “A realidade de Aracaju exige estes investimentos a fim de preparar a cidade para esta demanda crescente de veículos. E não se pode deixar algo tão importante para depois, portanto, os pontuais transtornos durante as obras serão recompensados com benefícios permanentes para os aracajuanos”, conclui.

Com relação à rede de drenagem, o saldo positivo na diminuição no número de alagamentos é resultado do trabalho da empresa municipal, que chega a atender cerca de 600 ruas com recuperação, desobstrução e substituição de manilhas, além dos investimentos da atual gestão que já soma mais de R$ 127 milhões em obras estruturantes e ampliam o sistema em áreas com histórico de alagamentos.

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